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No campo dos inimigos

Meus inimigos me desafiaram, e marcaram o desafio numa terça-feira, tal qual esta e outras.

Pensei, me resta apenas as armas que aprendi de meu Pai, e recitei Orikis, Cantei Orins,
Filosofei Itans, consultei e fiz o Ebó que remediou minha alma e meu Ará, e preenchi meu Ori e meu Okan com o Asé de meus ancestrais.

No dia da batalha, lá estava meu Rei, todo reluzente.

O arauto do Rei inimigo iniciou seus ataques e declamações…

Babamin Àyirá me sentou em um confortável trono esculpido em madeira e enfeitado por pedras,pos sua mão em meu ombro como um amparo paternal.

Escutou calmamente a relação de nomes e glórias de vitórias daqueles que eu enfrentaria.
Ao final da enorme lista, das piadas e gritos que prediziam minha derrota, deliravam vários como loucos mãos ao alto e gritos de glória!

Meu Pai dá passo à frente, Eis que com sua voz inconfundível, como um raio brilhava e trovão rompia a imensidão a cada nome, e
chamou aqueles que seriam meus aliados naquele campo de batalha:

Ògúnjà!,SoróKè!,Wari!,Lakàiye!,Méjèje!,Omini!,Olode!,Onírè!,Alágbède!,Méjè!

Ao final no ultimo trovão, silencio, e o pedido diplomático de desculpas e acordo veio daqueles que me desafiaram.
Assim é o senhor que leva a vitória pela simples presença dos nomes de seus aliados.

imagem de Slona Vozart.

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